domingo, 29 de julho de 2012

A verdade suprema


             Ao fazer indagações sobre as origens e destino do homem e do universo, Sócrates, o maior sábio da Grécia antiga, dizia: “Eu corro atrás da verdade como um sabujo”. Sabujo é cão altamente farejador.

            Com efeito, as grandes pesquisas de laboratório, as excursões científicas, as arrojadas aventuras para o fundo dos mares e o espaço sideral, o enorme esforço do homem em sua ânsia de conquistar o universo, tudo isto não visa outra coisa senão ao empenho incontido de pôr o gênero humano em contato com a verdade. Queremos a verdade sobre o que se encontra no fundo dos mares e no espaço sideral.

            Jamais, porém, chega o homem ao conhecimento da verdade em sua plenitude. Quanto mais conhecimento alcança, mais fica sabendo sobre a grandeza e infinitude do universo e compenetrando-se de que ele é apenas um pequenino grão de areia em face da sua magnitude.

            Entretanto, Cristo, satisfazendo a esta incontida aspiração humana, apresenta-se como a verdade no sentido mais perfeito e elevado. É ele a verdade, porque sintetizou em seu próprio ser tudo o que sobre a sua pessoa divina disseram, nas Escrituras, os profetas da antigüidade. Cristo é, em si mesmo, uma síntese da história, revelando, em sua plenitude, toda a ciência de Deus, como diz Paulo, “oculta em mistério”. É o Messias Divino, para o homem, a revelação de todo o segredo de Deus.

            Não é que o homem com Cristo esteja em condições de desvendar os mistérios do universo físico. Isto seria muito pouco e de proveito quase nulo. Afinal de contas que proveito traria ao pobre mortal o conhecimento de mais uma estrela entre bilhões que cintilam no céu deste imenso universo? Para que saber mais de outros mundos, se há mistérios insondáveis no mundo que habitamos e no minúsculo mundo do nosso próprio ser?

            Cristo, como essência da verdade, revela mistério muito mais profundo e de efeitos práticos e proveitosos ao homem. É o segredo, até então insondável, do próprio Deus que, sendo tão grande, está interessado em fazer feliz essa pequenina criatura que vive neste pequeno planeta, por apenas alguns segundos da eternidade.

            Esta é, sem dúvida, uma revelação confortadora para a insatisfeita criatura humana, tão ávida de pequenas “verdades” que passam como bolhas de sabão na voragem do tempo. Cristo, vindo ao mundo, revelou-lhe o segredo completo da felicidade que não se limita ao exíguo tempo de vida que o homem leva neste mundo nem à simples dispensação da Terra.

            Ele revela a verdade em amplitude universal e eterna. Vale a pena conhecê-la. “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras, e as põem em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha”. (Mateus 7: 24). O discípulo tem uma responsabilidade: ser sábio diante dos ensinamentos bíblicos que ostentam a tão perseguida verdade.

sábado, 28 de julho de 2012

O aborto e a consciência cristã

          É do conhecimento geral que a prática do aborto pode trazer sérias consequencias para a saúde e a vida da gestante.  Esse procedimento só se generaliza na tentativa de remediar-se a situação de apuro em que se vêem muitas mães.  Na medida em que a permissividade sexual se torna mais comum, a prática do aborto aumenta agressivamente contra milhões de vidas em formação.  Vale pensar-se não só na sobrevivência da gestante e do filho que ia nascer, mas também no aspecto da consciência cristã, tendo em vista que a vida humana, como princípio divino, é intocável. 

          Entre os mandamentos da segunda tábua do Decálogo - a que trata das relações humanas - Deus estabelece: "Não matarás" (Ex. 20: 13) Esse estatuto divino percorre a Bíblia como norma que não pode ser violada.  Se um homem não tem direito de atentar contra a vida de outro homem, pode imaginar-se a condição da mãe que lança mão do fruto do seu ventre, com a finalidade de safar-se de uma situação constragedora causada por sua quebra das normas divinas.  A prática do aborto, portanto, sendo flagrante desrespeito a um estatuto divino, se afigura como um atentado contra a consciência cristã.  Ninguém pode fugir dessa realidade: essa prática será também criminosa, se for contra a criança antes de nascer.
(do livro Família Feliz)

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Brasil, acorda!

Brasil, acorda Brasil!
ocupa essa terra imensa.
Leva para produzir
gente que trabalhe e vença.

Para construir uma casa
Planta, arte, arquitetura...
Para o barraco ser feito,
nada, nada de estrutura.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Acorda Brasil

Desordem, promiscuidade,
gente que se acotovela.
Favelado não tem culpa
dos distúrbios da favela.

Carece o vasto Brasil
de novas comunidades
Vida nova ao favelado
- Ministério das Cidades.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Justiça

O ateu requer justiça
em nome do altruismo
tudo sem Deus - contra Deus
em favor do humanismo.

Não devo pregar justiça
só por ser servo de Deus?
será que pregar justiça
é coisa só de ateu?
Todo evangelho é justiça
prego a justiça com Deus.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Preconceito 2

Desnível ou qualquer tolice
não desfaça a unidade.
Sublime acima de tudo
a doce fraternidade. 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Preconceito

Vê na pele o preconceito
insuportável barreira,
e por nada se conforma
em transpor essa fronteira.

domingo, 22 de julho de 2012

A Bíblia

Com Lutero e Gutemberg
acende-se o Livro Eterno.
Um tira o Livro das brumas,
outro transforma em compêndio,
fazendo do Livro Santo
um luzeiro para o mundo. 

Felicidade

Felicidade e distância
têm a ver com acolá.
busca-se a felicidade
e ela se encontra lá.

sábado, 21 de julho de 2012

Interpretação

O índio, por sua vez,
do mundo da sua taba,
vê um mundo tão pequeno
em que todo o mundo fala
a língua que ele fala.

E nós, letrados e cultos,
chegamos ao mesmo ponto:
queremos fazer de Deus,
como se fosse só nosso,
que pensa como pensamos
e age como nós agimos. 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Fazer o bem

Os muitos fios de algodão
compõem a vida do pano.
As muitas ações da vida
- a vida do oceano.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Vivência

Dissidência e desavença
- eis uma dupla cegueira.
Quem nessa trilha persiste,
se chamusca na fogueira.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Palavra

Palavra - doce perfume
que enebria o ambiente,
ou pode ser mau odor
que espanta toda a gente.

Vivência

Desavenças não se fazem
de camelos e elefantes
Mosquitinhos acumulados
fazem montanhas gigantes. 

terça-feira, 17 de julho de 2012

Palavra

A palavra é meigo afeto
que tem sabor de doçura,
ou pode ser inclemência
contendo fel e amargura. 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

12 Minutos por cigarro


CIGARRO - GRANDE ASSASSINO,

QUE DESTRÓI DA VIDA A SORTE

QUEM DELE SE TORNA ESCRAVO,

SE ESCRAVIZA ATÉ A MORTE



O CIGARRO É QUAL VENENO

QUE SÓ  MATA  DE MANSINHO,

ELE NÃO MATA DE VEZ,

MAS MATA DEVAGARINHO.

Divórcio

O divórcio fere a alma.
É morte para as finanças.
Castiga quem não merece
- martírio para as crianças.

domingo, 15 de julho de 2012

O homem pregava no deserto


       Desde menino ele despertou a atenção de sua cidade e vizinhança pela singularidade de seu nascimento. Seus pais já eram avançados em idade, por isso não esperavam mais o nascimento de um filho.

        O aparecimento de João Batista veio como produto de uma profecia angelical, sendo revestido de aspecto sobrenatural e milagroso. Eis porque a notícia de sua vinda ao mundo correu célere por todas as montanhas da Judéia.

        O menino crescia e se desenvolvia. Seus pais, Zacarias e Isabel, estavam sempre na expectativa do cumprimento de uma previsão que sobre ele havia sido feita pelo anjo: “Será grande diante do Senhor. Será cheio do Espírito Santo”.

        O menino tornou-se homem. Agora já era conhecido como João Batista, o pregador. Mas por estranho que pareça, ao invés de procurar os grandes centros do seu tempo - Roma, Corinto, Damasco, Jerusalém, Alexandria - ele foi pregar no deserto da Judéia.

        Ali, em plena floresta, às margens do rio Jordão, iniciou o seu ministério de porta-voz de Deus. Sua pregação era baseada no ensino do profeta Isaías de cuja mensagem se dizia ser fiel cumprimento. Eis porque repetia o singular mensageiro: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai as suas veredas. Todo o vale se encherá, e se abaixará todo o monte e oiteiro; e o que é tortuoso se endireitará. E os caminhos escabrosos se aplainarão. E toda a carne verá a salvação de Deus”.

        E depois de citar o profeta Isaías, proclamava em alta voz a sua própria mensagem, que preconizava na fé em Deus, frutos de arrependimento e volta ao Messias Divino, que havia de vir.

        O povo, na sua ânsia incontida pelo conhecimento da verdade eterna, dirigia-se em grandes multidões ao deserto para ouvir a palavra do pregador. Ao anunciar a mensagem divina, ele concitava as multidões a uma vida nova de santidade e pureza e à esperança no Redentor prometido.

        Aqueles que ouvindo a sua mensagem sentiam o peso dos seus pecados e deles se arrependiam, confessando-os publicamente, João os batizava no rio Jordão, como símbolo da nova relação com Deus.

        Não demorou muito e sua fama se espalhou por toda a Palestina.

        Tendo em vista o alcance enorme de sua popularidade, muitas pessoas pensaram que fosse o próprio João Batista, o Messias prometido, o Cristo que havia de vir para a redenção dos homens.

        Nesse momento é que sublima a grandeza de alma e sinceridade do pregador. Ele mesmo se encarrega de desfazer essa falsa versão, sustentando que ele mesmo não era o Cristo. O Salvador do mundo em breve havia de aparecer. Este haveria de cumprir um ministério completo de redenção para o mundo. Estimulava a todos que cressem nele e o recebessem como Senhor e Salvador.

 (do livro O caminho da vida)

sábado, 14 de julho de 2012

Palavra, fonte de luz

Palavra - fonte de luz,
na estrada, tocha e candeia,
ou chama destruidora
que mais de um bosque incendeia.

Vivência em família

No convívio da família
cultiva a doce plantinha,
tira dela os parasitas
e colhe os frutos da vinha. 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Sublime amor

Amor - sublime centelha
que vem por ordem divina,
com essa mini fagulha
o universo se ilumina.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Palavra

A palavra é brisa mansa
como o calmo minuano.
Pode ser vagas e ondas
de agitado oceano. 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Vivência em famíia

No vasto mar da vivência,
evita vagas e ondas,
contorna algumas perguntas
e nem a tudo respondas. 

terça-feira, 10 de julho de 2012

Vivência

As contradições são vistas
no viver de cada dia:
mas quando não são maldosas
- vive-as com sabedoria. 

Síntese

Depois de muito falar
e de algo escrever,
concentro os dogmas da vida
nessa síntese de Jesus:
Conhecer Deus nas alturas
e o próximo nas planuras.

domingo, 8 de julho de 2012

Amor

O amor não falha nunca
como o astro rei - o sol
- vem no exato momento
em seu sublime arrebol.

Direção segura - Caminho aplainado


O Cristão de hoje pode avistar um horizonte largo. Não tem mais de abrir picada estreita, através da densa floresta. Pelo contrário, há diante dele um caminho aberto pela experiência dos que já se foram.

            O servo de Deus desta dispensação é bem mais feliz do que o de épocas remotas. Na epístola aos Hebreus encontramos uma galeria de heróis que viveram e morreram pelos ideais que hoje desfrutamos. Todos avançaram através de experiências amargas e difíceis, tendo eles mesmos de abrir o caminho para a sua peregrinação.

            Olhando aqueles heróis para a frente, nada podiam ver. Andaram somente pela fé e não pela vista. De nada do que temos hoje, como bússola a nos nortear, eles dispunham. Tudo era incipiente, esboço, projeto apenas. As verdades divinas, tão claras hoje aos que conhecem o Evangelho pela confirmação das Escrituras, eram para eles apenas sinais inexpressivos. O edifício da redenção, tão bem construído e acabado ao ensejo do ministério de Cristo, era para aqueles bravos do Antigo Testamento apenas o começo de uma planta mal esboçada.

            Mas eles, naquelas representações imperfeitas de um cordeiro, um novilho sacrificado, um holocausto feito pelo sacerdote, puderam ver a glória da redenção futura, que em Cristo havia de ser consumada. Tudo era apenas sombra pálida e imperfeita da grande realidade que havia de se projetar no futuro. Tinha cada símbolo para eles uma viva mensagem de fé e esperança, e sob a luz dessa visão puderam marchar confiantes.

            Nós, porém, não olhamos mais para uma simples promessa, mas para uma sublime realidade. Temos no cristianismo uma obra consumada. Cristo já fez pelo homem o que para os nossos antepassados era apenas uma longínqua esperança. Diante de tudo isso, nossa fé está alicerçada, não apenas no que há de acontecer, mas no que já aconteceu. Assim, o Evangelho não é para nós o que foi para Abraão, Isaque, Jacó e tantos outros - uma promessa distante - mas uma esperança que se tornou realidade, e vai se projetando para o futuro.

            O Evangelho de Cristo é, deste modo, um caminho aplainado. Quem segue por essa luminosa estrada não tem razão para ser assaltado pela dúvida. Há uma “nuvem de testemunhas” que antes de nós já percorreu esse caminho santo, alcançando a promessa divina para a sua redenção.

            Feliz é o homem que, encontrando esse caminho aplainado, segue por ele sem hesitação alguma até o encontro com o seu destino eterno.
(do livro O caminho da vida)

sábado, 7 de julho de 2012

Davi e Saul


 
                         Nos bosques desolado, e a solidão noturna

                         Do espantalho, do horror, da morte perseguido,

                        Na caverna do abismo, horrenda e taciturna 

                        Esconde-se Davi, tremendo e espavorido 


                                   É Saul que o procura e vai de furna em furna 

                                   A buscá-lo, feroz, qual tigre enraivecido, 

                                   E o filho de Jessé, da sombra da cafurna, 

                                   Percebe vir de longe o exército aguerrido.


                        Eis que no acampamento, enquanto a tropa dorme, 

                        De manso vai Davi pela floresta enorme 

                        E vê também dormir, calma e tranqüilamente,


                                    Seu tremendo inimigo, o hebreu perseguidor, 

                                   A vida poupa então, ao vil competidor 

                                   Em vez de lhe cravar no peito a espada ardente.

 

 

 
            Escrevi este soneto em 1945. Estudava no Colégio Estadual da Bahia em Salvador. A composição retrata o conflito entre o rei Saul, já rejeitado por Deus, e o futuro rei Davi. (I Samuel 24).

 
            Nesse tempo, ainda jovem estudante, eu ajudava o ministério do missionário M.G.White, como pré-seminarista nas Igrejas Batistas Sião e Brotas, em Salvador.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Helena, mais uma bisneta

Bem vinda em nome de Deus
A nossa bisneta Helena:
alegria pra família
e vida feliz e plena.

Um peixe engoliu um homem


Antes de tudo a identidade do homem: seu nome Jonas, seu pai Amitai, sua nacionalidade hebreu.

            Um dia Deus se dirigiu a seu servo Jonas e lhe disse que fosse a Nínive levar-lhe a mensagem que o Senhor lhe havia ditado. Aí começa a história emocionante de Jonas. Ele tenta fugir da face de Deus. Ao invés de seguir para Nínive, desce a Jope, compra passagem para Tarsis, toma um navio e empreende a viagem de fuga.

            Lá está nosso Jonas, agora, no porão do navio. O barco singra tranqüilamente as águas, enquanto o fugitivo dorme a sono solto. Daí a pouco um furacão enorme em pleno mar. O vento sopra impetuoso. As vagas furiosas ameaçam quebrar o navio. Jonas continua dormindo.

            Começa o corre-corre. Toda a tripulação e viajantes estão em desespero. Alguém desce, por acaso, ao porão do navio e lá encontra Jonas em pleno dormir. O espanto é geral. Que tens dormente? De onde vens? Para onde vais?

            Depois de argüido, Jonas confessa que fugiu de Deus. Sente-se culpado da iminente tragédia e ele mesmo era o culpado do que acontecia. Rogam a Deus perdão pela violência e lançam o fugitivo às águas impetuosas.

            Dentro de poucos minutos o mar está calmo como um espelho de cristal.

            Jonas, no meio das águas, é tragado por um peixe, que o engoliu inteiro. O homem ora a Deus nas entranhas do grande monstro marinho. Termina sua prece, feita do fundo do mar e do ventre do peixe com a expressão de fé: “Do Senhor vem a salvação”.

            Deus impulsiona o peixe à praia e faz que este vomite o seu profeta fugitivo. Jonas abre os olhos de novo para o mundo e logo após ouve a voz do seu Deus mais uma vez: “Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive e prega contra ela a pregação que eu te disse”.

            O profeta, renovado agora em sua experiência com Deus, obedece ao imperativo divino e vai a Nínive levando a mensagem que o Senhor lhe disse que levasse.

            Este é o resumo da história de Jonas, conforme seu livro inserido no Antigo Testamento. Séculos depois Jesus se louva neste fato histórico para trazer aos homens uma ilustração do que ele mesmo fez para a redenção da humanidade. Diz o Filho de Deus: “Como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do peixe, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra”.

            Mas Cristo ressuscitou, como Jonas vitorioso saiu do ventre do peixe e do fundo do mar.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O casamento: pedra e corda



Mas que relação tem pedra e corda com o casamento? Veja como isso acontece.  São duas pedras levantadas sobre o mar. Uma ao lado da outra. São desiguais, sendo uma de aproximadamente 80 metros de altura, e a outra um pouco menor.

         O topo da primeira pedra é enlaçado por uma corda.  Essa corda enlaça também o topo da segunda corda. Aí é que começa o símbolo do casamento. 

         Por estranho que pareça, a corda é feita de palha de arroz. Vale a pena atentar para esse detalhe: a corda é caprichosamente tecida só de palha de arroz.

         Mas como esse material frágil e perecível pode servir de corda, e ainda mais como símbolo do matrimônio? Como admitir-se que um produto totalmente destituído de consistência e perenidade seja tomado como símbolo de uma união de vidas?

         A resposta é que essa corda não está ali por acaso.  Ela foi trabalhada com o máximo cuidado, e é renovada constantemente.  Refeita sempre, suporta as intempéries da natureza.  Assim, ao longo de muitos anos permanece debaixo do sol da chuva, e sob o impacto do vento.

         Tal cena pode ser vista na região de Futami no Japão. Há mais de 1.300 anos, com a finalidade de simbolizar a perpetuidade do matrimônio. 

         A grande lição para a vida é que a união conjugal não é sustentada por uma grossa corrente de ferro, presa por um cadeado.  Pelo contrário, os elementos que a seguram são delicados, muitos deles ocultos em mistério, e até invisíveis.

         Essa misteriosa corda é tecida ao longo  da vivência conjugal de finíssimos fios que são os ingredientes da virtude mais excelente: aquela que está acima de todos os sacrifícios e valores do universo -  o amor.

Confira I Carta de Paulo aos Coríntios, capítulo 13.

terça-feira, 3 de julho de 2012

As previsões exatas da Bíblia


             O livro mais antigo da humanidade é confirmado em todas as suas afirmações neste tempo de luz e progresso. Ainda há pouco escreveu o eminente homem de letras Reinaldo Larrosa, professor de várias universidades e um dos grandes estudiosos da filosofia e da ciência:

            “Tudo aquilo em que a história profana e a Bíblia estão em desacordo, os historiadores estão errados, não descobriram a verdade passada, a verdade é o que a Bíblia diz. Tudo aquilo em que a ciência diz uma coisa e a Bíblia diz outra, às vezes completamente oposta, a ciência está errada e quem está certa é a Bíblia. E quando a ciência se corrigir e acertar, estará necessariamente de acordo com a Bíblia”.

            Adiante diz o professor Larrosa:

            “A mesma coisa tem acontecido com a história. Todos os fatos históricos da Bíblia negados pela história têm sido comprovados como verdadeiros. Quando eu era estudante no colégio, a história negava categoricamente a existência daquelas nove nações referidas no Gênesis: os heteus, os amorreus, os jebuseus, os quereseus, os retains, os cananeus, os girgaseus, os cadmoneus e os fereseus. Dizia a história que esses povos nunca haviam existido, que isto era imaginação bíblica. Mais tarde quando era professor no colégio, os arqueólogos desenterraram a civilização dos próprios babilônicos. E tive de acrescentar mais um capítulo ao curso: a história dos heteus. Quem acertou mais uma vez foi a Bíblia e não a história que a pretendia contradizer. Como este, poderia citar centenas de fatos”.

            Digam o que quiserem os homens, as afirmações da Bíblia têm sido comprovadas pela ciência e pela história. Este é o livro que tem sido provado pelos séculos, sendo aprovado em todos os seus pormenores.

            Além disso, a Bíblia faz a previsão da história. Aquilo que ela disse que havia de acontecer tem sido constatado com a mais precisa pontualidade. Os séculos e milênios têm confirmado em sucessivos acontecimentos as afirmações das Escrituras. Profetas do passado fizeram afirmações sobre a vida do povo hebreu e nações relacionadas com a vida do povo hebreu que pareciam irrealizáveis. Para surpresa e admiração de muitos, tais previsões têm sido cumpridas com fidelidade.

            Se a Bíblia fala a verdade em relação à ciência e à história, é de crer-se também que fale a verdade com relação aos preceitos estabelecidos para o homem. Se merecem fé suas afirmações com referência a fatos da vida de pessoas da história dos povos e das ciências, devem merecer também a consideração dos homens os conselhos e preceitos com referência aos aspectos religiosos da vida.

            Esse é o motivo por que o apóstolo Pedro escreveu em sua segunda epístola 1:19: “E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça e a estrela da alva apareça em vossos corações.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Favela zero

Parabéns a Lula e Dilma
pela meta fome zero.
Haja esforço gigantesco
pra alcançar favela zero. 

domingo, 1 de julho de 2012

Olhos em Deus

A perfeição não existe,
mas alcançá-la almejamos.
Centrando os olhos em Deus,
dela nos aproximamos.

Leva a vida no presente:
terra, luz, prosperidade.
Olhos fitos no além
- suprema felicidade. 

Plano de Deus para a vida humana 2

          Descobrimos ainda no texto bíblico esta importante verdade: Jesus sendo morto pelos nossos pecados, não ficou preso aos grilhões da morte.  Era preciso que Ele se levantasse vitorioso da fria sepultura.  Este é o motivo porque nos informam as Escrituras que ao terceiro dia depois da sua morte, fora Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e outras pessoas ao sepulcro e lá receberam de um mensageiro celeste esta auspiciosa notícia: "Ele não está aqui, ressuscitou".
        Tudo isto aconteceu como um plano de Deus para a felicidade humana.  Levantando-se Cristo da morte, nos garante pela sua vitória a nossa própria vitória.  Tal não aconteceria se Ele fosse para sempre vencido pelo poder da morte.  Interpretando ainda o alto sentido da sua sobrevivência depois da morte, diz o apóstolo São Paulo: "Mas agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem.  Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem".
        Eis porque pode o homem, confiante nos méritos do Divino Salvador, cantar com o mesmo apóstolo este hino de triunfo: "Graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo".

(artigo publicado no boletim da Igreja Batista de Mairiporã)

sábado, 30 de junho de 2012

Plano de Deus para a vida humana 1

           No Evangelho de Lucas encontramos estas palavras de Jesus Cristo: "Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua Glória? E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras".
           Estas palavras disse o Divino Salvador logo após a sua ressurreição.  Nelas podemos ver grandes ensinamentos para a vida cristã.  Um deles é que tudo a respeito do Filho de Deus estava escrito. Com efeito, os profetas da mais remota antiguidade vaticinaram detalhadamente sobre aquele que, em tempo oportuno devia vir ao mundo como Redentor da criatura humana.
              De fato, o ministério de Jesus não foi acontecimento que se planejasse de um dia para outro, ou que se resolvesse realizar de improviso.  Tudo sobre sua vida estava registrado, vindo o Filho de Deus para cumprir com exatidão as previsões divinas.
              Outra grande verdade que aqui descobrimos é a conveniência do padecimento, morte e ressurreição do bendito Salvador dos homens.  E essa conveniência se explica na base das necessidades humanas.  Para Jesus mesmo não haveria necessidade de tal padecimento.  Sendo Ele o Senhor da vida, em seu próprio benefício não precisaria submeter-se à ignomínimia da morte.
             Foi o amor pelo homem perdido o fator determinante do sacrifício do Verbo de Deus.  Eis o que afirmou mais tarde o apóstolo São Paulo: "Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5: 8).
continua...

Aposentadoria

O idoso aposentado
vai sempre diminuindo
e, por isso o seu provento
vai cada ano sumindo. 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Desigualdade social

Gigantismo de salário,
só pra quem está no comando.
Aumenta o próprio salário,
deixa a plebe lambiscando. 

Salários extras sem fim,
só para os mandatários,
mas o povo, cá embaixo,
no máximo, treze salários.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Formigueiro humano?

Favela - qual formigueiro,
não tem nada de humano.
Já vi favela de perto
e dela não me ufano.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Brado retumbante

Tire da Pátria a favela
num brado: Progresso, avante!
Faça do país colosso,
agora, também gigante.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Desfavelar é lucro

O desfavelar é lucro
pois traz progresso e união,
e o próprio favelado
paga a sua habitação.

Na medida em que a favela,
com seus tentáculos avança,
mais despesas pro Tesouro
no setor de segurança.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Pra que?

Favela! Pra que favela?
Povo sofrido e carente.
Esse colosso gigante
comporta toda essa gente.

O Brasil clama, solícito
por novas comunidades
Eis aí um desafio
- Ministério das Cidades. 

domingo, 24 de junho de 2012

Favela e criança

O mal da vida em favela
não é só para o presente.
Criança que ali habita
traz os resquícios na mente. 

Conhecer a favela

Pra se conhecer favela,
não precisa lá entrar.
Basta ter alma sensível
- o invisível penetrar.

Falo do que bem conheço.
Já entrei numa favela.
Não há papel e nem tinta
que possa bem descrevê-la.

sábado, 23 de junho de 2012

Rio + 20 - Avante Brasil!

Avante, Pátria querida.
país forte e varonil!
Tira as favelas dos morros
- ocupa a Terra, Brasil. 

Água pela força humana

Morar no centro do Rio
visão de Copacabana,
mas como moro no alto
- água pela força humana.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Rio + 20 - Perfeição

Perfeição na luz e cores,
na vida, fraternidade;
Casais vivendo felizes
sob o signo da bondade

Não mais favela na vida;
faça-se dela cidade,
Povoe-se o Brasil imenso
que clama - prosperidade!

Sem divórcio e sem cadeia
e um mundo sem prisão:
Ausência desses dois males
- já perto da perfeição

Longe vícios degradantes
e ninguém para prender.
Não mais criança sofrida
- começa a luz a esplender.

Mil presídios transformados
em centros de convivência.
Justiça, paz e harmonia
- eis o fim da violência.

Fóruns e prisões fechados
e forças do mal vencidas.
Brilha o sol do entendimento
- todas gentes unidas.

Pela força imponderável
da mensagem de Jesus.
Vida perfeita em família
- eis um mundo em plena luz.

Almejo um mundo elevado
à plena luz da razão,
Sem assaltos nem sequestros,
- vivência da perfeição.

(publicado no boletim da Igreja Batista de Mairiporã, SP)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Rio + 20 - "Pacificar"

Pra "pacificar" favelas
várias forças conjugadas:
Estado, Marinha, Exército...
- mas elas sempre indomadas!

Rio de Janeiro

Cartão postal do Brasil.
Cidade Maravilhosa;
no morro vida sem brilho,
em baixo, vida charmosa.

Morar no Rio de Janeiro,
beleza que bem mereço,
mas morando nas alturas,
difícil é meu endereço. 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Rio + 20 - Sem lei

Já pensou, trezentos mil
bem juntos sem lei urbana?
Não recomenda o Brasil
- isso não é vida humana. 

A gula

Para a estética ou beleza
não esqueça o pula pula.
No comer, medida certa,
contra o domínio da gula. 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Rio + 20 - questão: moradia

Degradação da montanha
vai crescendo sem medida;
é coisa do nosso tempo,
não é só coisa da vida.

Mais acolá, numa gleba:
Córrego - morada de gente.
É visão que fere à vista
e toca a alma da gente. 

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Reserva ecológica

Linda reserva ecológica
em favela transformada;
não mais as flores do campo,
mas só gente acumulada. 

Contemplo o monte à distância,
vejo um mundo acumulado.
Imagino lá em baixo
- certamente há algo errado. 

domingo, 17 de junho de 2012

Convívio entre amigos

O sabor do cafezinho
não é só o cafezinho
É o jeito do convívio
com o amigo e vizinho

A carne não importa tanto
no churrasco entre amigos.
Importante é a vivência
entre novos e antigos. 

sábado, 16 de junho de 2012

Barraco

No morro mais adiante,
barraco sobre barraco,
tudo serve pra cobrir,
até caixote e cavaco.

Naquela verde montanha,
favela a crescer, subir.
Vale ter olhos pra ver
e alma para sentir. 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

CRISTO - NOSSO SUBSTITUTO

      Foi no tempo do Império Romano.  Um jovem foi processado e condenado sob a acusação de lesa-pátria. O juiz acabara de pronunciar a sentença de morte e os executores preparavam-se para dar cumprimento a determinação superior.
      Achava-se na sala do tribunal um irmão mais velho do réu, o qual, em muitas e penosas batalhas havia servido sua pátria em países longínquos. Nas grandes lutas o bravo moço havia perdido ambos os braços, intercedeu eloquentemente a favor do réu.  Em sua intercessão não procurou diminuir ou atenuar a enormidade do crime do seu irmão, mas apresentou seus próprios braços mutilados como o merecimento que o credenciava a fazer aquele pedido.
     Confessou fracamente que seu irmão era um indigno, que era traidor e merecia morrer, mas em nome do que ele próprio havia feito pela pátria, implorava que se poupasse a sua vida.
      Atentando para o sacrifício feito por aquele jovem, e ouvindo a sua palavra, o juiz se deu por satisfeito e, em atenção a tão altos e sublimes feitos, concedeu pleno perdão ao réu que já havia sido condenado
         Esta é a credencial que Jesus apresenta para a redenção do homem perdido e condenado.  Ele mesmo morreu por nós.  Esta é a prova da sua misericórdia e bondade.  A salvação e felicidade eterna do homem pecador dependem do sacrifício expiatório realizado pelo Filho de Deus.
       Estava determinado desde tempo remotíssimos que assim devia ser.  A morte do Messias Divino devia ser o fator da nossa redenção. Eis porque escreveu muito antes da sua vinda o profeta Isaías: "Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.  Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades;  o castigo que nos traz a paz estava sobre ele e pelas suas pisaduras fomos sarados" (53:4)
        Pode alguém objetar como injusta a atitude de Deus em permitir que seu Filho tomasse o nosso lugar.  A resposta é que ele o fez voluntariamente.  Vindo ao mundo, para a morte na cruz, marchou resolutamente, na plena consciência do sacrifício que havia de experimentar e da árdua missão para a qual estava cometido a desempenhar, embora houvesse todas as possibilidades de dela fugir.
          Outra objeção seria que um homem sozinho não poderia levar as transgressões de número sem conta de pecadores.  A isso considere-se que a ação substitutiva de Cristo não foi apenas de um homem como indivíduo.  Ele, sendo Deus e homem ao mesmo tempo, não agiu apenas como uma pessoa.  Nele estava a raça humana, visto que "todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez"(João 1:3).  Como nele estava a humanidade na criação, estava também na possibilidade de tornar-se o seu substituto, conforme a sua vontade.

(publicado no folheto dominical da Primeira Igreja Batista de Mairiporã, SP)


quinta-feira, 14 de junho de 2012

Rio + 20

Pra toda vil condição
há sempre boa desculpa,
assim foi nosso passado:
traz escravo, vende escravo.
Gente vendida na feira,
no balcão da iniquidade
como fruta no mercado.

Os séculos viram, pasmados,
essa vil anomalia:
na força da impiedade
esmaga-se o ser humano.
Tire-se o horror desse tempo,
seja de vez sepultado. 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

RIO + 20

Quem mais degrada o planeta
é, sem dúvida, o fator gente.
Tire a favela da vida
em favor do ambiente.

Favela não só degrada:
é um mundo degradado.
Passou perto da favela,
sofre assalto organizado.

Dentre tudo o que degrada,
é a favela gritante.
Pense nisso a Rio + 20,
nesse fator degradante.

É a favela vivência
da qual ninguém se ufana
- assunto pra Rio + 20,
tal condição desumana.

Hoje, na vida presente,
a vontade me revela:
no ano 2020
Lá da eterna morada
ver o Brasil sem favela.



Um homem lutou com Deus


            Por estranho que pareça, encontramos na Bíblia esta declaração: “Como príncipe, lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste” (Gênesis 32: 28). A referência é ao patriarca Jacó, depois de intensa luta para receber de Deus uma bênção em momento de perigo.

            Jacó, depois de longos anos, ia encontrar-se de novo com o seu irmão Esaú, a quem ele muito temia pelos males que lhe havia causado. Agora estava dominado pelo pavor e remorso. Sabia que o irmão vinha ao seu encontro com quatrocentos homens. O temor o dominava. Presumia que seu irmão ainda estivesse possuído de ódio, como estava quando foi por ele prejudicado em seus interesses.

            Temendo assim Jacó a morte, bem como a de toda a sua família, enviou ao mano desafeto, para aplacar a sua ira, um generoso presente de cabras, ovelhas, vacas, camelos e jumentos, num total de 580 semoventes. Mas, não confiando apenas em suas gestões diplomáticas, tratou de buscar também a proteção de Deus. Ficou, portanto, sozinho no vale de Jaboque e orou durante toda a noite.

            É aí que se dá o seu encontro com o Anjo do Senhor. Trava-se uma batalha. Jacó implora do Senhor uma bênção, a fim de que, tranquilo, pudesse prosseguir em sua jornada. Pede, suplica, roga e chega mesmo a angustiar-se em sua profunda oração.

            O Anjo do Senhor tenta deixá-lo, mas o patriarca a ele se apega, num esforço desesperado, até que de Deus recebe a bênção desejada. É nesse momento que o nome de Jacó é mudado para Israel, porque, diz o texto sagrado, o servo do Senhor lutou com Deus e foi vitorioso.

            Entendem os estudiosos da Bíblia que naquele Anjo de Deus estava Jesus Cristo em sua preencarnação. É uma das vezes em que o Filho de Deus aparece no Velho Testamento. E aquele foi também um momento decisivo na vida do patriarca Jacó, quando se consolidou a sua confiança em Deus.

            Isso foi marcante em sua vida porque ele, num momento de grande angústia, não confiou apenas nos seus expedientes, mas buscou, como recurso final, a força de Deus e sua proteção. Exemplos semelhantes encontramos em todas as Escrituras e na experiência humana. Confirma-se, deste modo, a afirmação do Livro Santo: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na tribulação” (Salmo 46:1).

            Vale a pena ler-se na Bíblia a grande vitória alcançada por Jacó, fruto de sua confiança em Deus e os grandes favores que recebeu dos céus na continuação de sua jornada. Deus o conduziu à presença do seu irmão que antes, cheio de ódio, prometera vingança de morte. O encontro foi feliz e pacífico, e aqueles dois irmãos desafetos passaram a viver de novo em perfeita harmonia.

            O Deus de Jacó é o mesmo Deus do presente. O Deus de Jacó é o nosso refúgio.

 (do livro O caminho da vida)

terça-feira, 12 de junho de 2012

Reserva ecológica

Linda reserva ecológica
em favela transformada,
não mais as flores do campo,
mas só gente acumulada.

Dia dos Namorados - Amor apressado

Quando os valores sublimes
São vividos dia-a-dia,
A vida vai sempre calma,
Em perenal harmonia.

Mas ante o amor apressado,
Toda a estrutura se abala,
Planos e ideais frustrados,
Faculdade - nem se fala.

Medicina ou magistério,
Nesse contexto sonhado,
Na turbulência vivida,
Pode não ser alcançado.

O amor em tempo certo
É qual perfume de flor.
Fora de tempo, no entando,
Perde o sentido do amor.

Não quebre o botão de rosa
Antes que ele seja flor.
Não traga ao mundo um rebendo
Para ser um sofredor.

Criança sem pai ou mãe
Pode virar cão sem dono,
E alma infantil amarga
Por desprezo e abandono

Não seja a menina-moça
Mamãezinha sem marido,
Nem o jovem pai precoce
Em um mundo já sofrido. 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

UM POEMA NA BÍBLIA



        Há nas Escrituras Sagradas um poema de rara beleza. É o salmo de número 119. É uma grande proclamação do valor incomparável da Palavra de Deus. Existe nele, a par da sublimidade de estilo, uma simetria perfeita. O salmo é composto em forma de acróstico, com todas as letras do alfabeto hebraico. Contém 22 estrofes, cada qual encabeçada por uma das letras daquele alfabeto antigo. Cada estrofe contém oito versos, e cada um desses versos começa, no original, com a letra que lhe serve de título. Cada versículo, em português, faz referência à Lei de Deus, apresentando um vocabulário variado.

        É notável o fato de se usarem tantas palavras como sinônimo de lei. Há diversos termos que se revezam, dando ao salmo uma beleza singular. São eles: lei, palavra, dito, mandamento, estatutos, ordenanças, preceitos, testemunho, juízo, caminho e promessa.

        Cada versículo do salmo apresenta, de modo eloquente, os efeitos preciosos das Escrituras na formação espiritual dos homens. O salmista considera a mensagem divina “luz para o seu caminho”. A certa altura do grande poema faz ele essa indagação: “Como purificará o jovem o seu caminho?” E ele mesmo responde: “Observando-o de acordo com a tua palavra”.

        Esta é, sem dúvida, uma necessidade em nosso tempo. A corrupção no presente se desenvolve na proporção da ausência de Deus no coração dos homens e desprezo pela sua Palavra. Há, entretanto, um recurso que, embora tardio, será a tábua de salvação para a criatura humana: retorno a Deus, conforme a instrução do seu livro.

        A Bíblia sempre foi uma luz dissipadora das trevas. Basta que alguém examine com atenção o Livro Divino, e terá um clarão luminoso para a sua vida no tempo e na eternidade. A Palavra de Deus revela o estado espiritual do homem sem Deus, e mostra, ao mesmo tempo, o recurso para a sua restauração. Este é o livro-poema que ameniza a sequidão do deserto em que vivemos e aponta o caminho da eternidade feliz.

(do livro O caminho da vida)

domingo, 10 de junho de 2012

Dia do Pastor


Mensagem de Atos 20: 24
"Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus."

Defesa do meio ambiente

Favela e meio ambiente
é total contradição.
O meio ambiente é vida
- favela degradação.

Mensagem da cruz

Dois alvos em nossa vida:
Primeiro é Deus soberano
e tudo o mais se completa
no trato com o ser humano.